domingo, 21 de novembro de 2010

O piso ideal para cada ambiente

Foto: Allan Feio Arquitetura
A escolha do piso é um sempre assunto difícil. Tenho recebido vários comentários e perguntas sobre este tema. Apesar de já ter abordado este assunto algumas vezes aqui no blog, resolvi publicar esta reportagem do Jornal Folha Metropolitana da cidade de Guarulhos/SP, onde falo sobre pisos. Espero que ajude.


Quase sempre o último elemento a ser lembrado na hora de construir ou reformar a casa ou apartamento, o piso acaba sendo escolhido levando-se em consideração apenas o custo e a beleza. Entretanto, especialistas ressaltam a importância de aliar a esses dois elementos durabilidade e funcionalidade. Para que esse casamento perfeito aconteça, é preciso saber adequar as diferentes opções de revestimento disponíveis no mercado ao uso que lhes será dado. Para o arquiteto Allan Feio, o mercado apresenta atualmente pisos que combinam com todos os gostos e bolsos. Entretanto, as pessoas ainda comentem erros, principalmente escolhendo um tipo de revestimento não apropriado para o local em que será utilizado. “Muitas vezes, o cliente escolhe um revestimento sem se preocupar com as especificações do espaço e acaba tendo problemas. Cada ambiente pede um tipo diferente de piso, que se adapte ao seu uso”, explicou.
Já para o designer de interiores Ricardo Caminada, é preciso observar o ritmo de vida de quem vai usar o espaço. “É preciso considerar fatores como se há crianças e idosos na família, animais de estimação, alérgicos, se o local é frio ou quente. Pensar na estética é importante, mas a primeira coisa é saber qual a função do espaço e quem usa”, afirmou. Allan Feio recomenda que, em cozinhas, banheiros e áreas molhadas em geral, sejam utilizados pisos frios (cerâmica, porcelanato, granito, mármore), e em quartos e salas os quentes (laminado, tacos de madeira), que são mais aconchegantes. O arquiteto ressalta ainda que em casas em que haja crianças e animais são mais indicados revestimentos cerâmicos ou porcelanatos. “É necessário ter um piso prático, de fácil limpeza. O granito também é uma opção cabível neste caso, mas vale salientar que ele é mais poroso que o cerâmico. É preciso ter cuidado para as crianças não escorregarem. Pisos de madeira são desaconselhados, pois podem manchar e sofrer arranhões”.
Para Caminada, revestimentos de madeiras podem, sim, ser utilizados em casas com crianças e animais de estimação, desde que com o acabamento adequado. Outro item a ser observado em relação aos pisos de madeira, segundo o designer, é o barulho que pode gerar nos cômodos abaixo do qual recebeu o revestimento.

Combine tons e cores

O arquiteto Allan Feio explica que os pisos dos ambientes de uma casa não precisam ser necessariamente iguais, mas é necessário que haja unidade. Os diferentes revestimentos têm de ser combinados. “Pode ser um tom semelhante ou da mesma família de cores. Nesses casos, uma soleira é necessária para que a mudança entre os pisos não seja muito drástica”, afirmou. O designer de interiores Ricardo Caminada concorda que é preciso ter uniformidade visual, mas ressalta que tudo depende do projeto e o efeito que se pretende dar. “Cada ambiente pode ter um piso diferente, desde que existam portas divisórias”, enfatizou. Os dois profissionais aconselham que em ambientes integrados, como em uma sala com cozinha americana ou em uma sala de estar e jantar agregadas, seja utilizado o mesmo piso. Apesar de muitos fabricantes produzirem peças que podem ser usadas tanto no piso quanto nas paredes, no caso de banheiros e cozinhas, não é obrigatório utilizar sempre o mesmo tipo de revestimento nas duas superfícies.

Quanto maior o piso, maior a sensação de uniformidade

Também não há regra para o tamanho do piso, pequenos ou grandes, o resultado pode ser o ideal de acordo com o visual almejado. Entretanto, os profissionais Allan Feio e Ricardo Caminada são unânimes em afirmar que, quanto maior o piso, melhor a estética do ambiente. De acordo com Allan Feio, pisos grandes pedem menos rejunte e, com isso, dão sensação de uniformidade. “Pisos pequenos acabam parecendo um grande tabuleiro de xadrez, todo recortado. Nesses casos, é importante que o rejunte seja sempre da mesma cor do piso, favorecendo a uniformidade”, considerou. Caminada indica também que na cozinha, sejam os pisos grandes ou pequenos, a área de rejunte seja reduzida. ”Pisos com rejuntes pequenos ajudam a não acumular tanta sujeira”, alertou.

Publicado no Jornal Folha Metropolitana – Por Lais Domingues.

3 comentários:

Samuel disse...

Olá Allan,

Gostaria de parabenizá-lo pelo blog. Muito útil.
Vamos as minhas dúvidas sobre piso:

1) Moro em Salvador/Ba. Meu apartamento está em fase final de construção e como tenho a flexibilidade de modificar o piso antes da entrega, estou pensando em colocar porcelanato polido (60 x 60) em toda o AP (living, varanda, quartos e corredor) exceto bannheiros e cozinha que deixaria cerâmica. O que acha..?Ficando assim, nem preciso colocar soleira nos quartos, somente nos banheiros e cozinha..está correto ?

2) Com relação ao assentamento, posso colocar diagonal na parte do porcelanato e reto na cerâmica ? Fica bom ou é melhor fazer tudo de um estilo só ? O que está usando mais, diagonal ou reto ? O que você recomenda ?

Fico no aguardo do seu comentário. Grato

Allan Feio disse...

Olá Samuel,
o porcelanato é sempre uma ótima saída.
Quanto a soleira, eu particularmente gosto de colocar uma sempre que há uma porta, mesmo que o piso seja o mesmo entre os ambientes. Pra mim, porta pede uma soleira. Mas isso não é uma regra, e sim uma opinião minha. Já vi muitos casos em que a soleira foi dispensada e não comprometeu o resultado.
Também não gosto do assentamento do piso na diagonal. Este tipo acaba necessitando muitos cortes e desperdiça as peças. Prefiro o assentamento tradicional.
Abraço
Allan

Leny Oluap disse...

Boa noite Allan!
Sou Paulo e minha dúvida é a seguinte: minha casa terá sala, sala de jantar e cozinha integrados, sem paredes. Gostaria de colocar um piso diferente na sala, mas como fazer essa transição? É possível fazê-la? Grato.