sábado, 9 de agosto de 2008

A casa Saudável

Alguns cuidados são importantes para se evitar a proliferação de doenças respiratórias ou alérgicas
Pessoas com rinite ou asma sofrem com casas mal arejadas e com a poeira. O clima quente e úmido da capital paraense também é um grande vilão para quem sofre desses males. Um bom projeto arquitetônico e um cuidado redobrado com a decoração podem ser a solução para estes problemas. Além da preocupação com a estética, é necessário se preocupar com a parte funcional da casa. Uma boa ventilação e a iluminação natural podem evitar com que os problemas respiratórios cheguem às residências. Mofos, fungos e ácaros podem ser combatidos sem sacrifícios. O arquiteto Allan Feio faz um alerta para quem gosta de exageros. “Todo mundo sabe que tudo que é demais faz mal e isso também vale para a arquitetura. Quanto menos elementos na residência, melhor para a saúde do morador. Uma casa mais clean pode evitar a proliferação de muitas doenças”. Almofadas, cortinas, bichos de pelúcia, carpetes e tapetes, na opinião do arquiteto, são os objetos que acumulam mais poeira. “É muito importante comprar objetos que possam ser limpos com facilidade. Piso vinílico ou o cerâmico também são ótimas opções. Mas carpetes e tapetes nem pensar. Móveis rebuscados e com muitos detalhes devem ser evitados, pois é muito difícil higienizá-los. Sofá de lona ou couro também são excelentes”, informa. As telhas de fibra de cimento, mais conhecidas como brasilit, esquentam demais a casa. Em Belém, por exemplo, elas estão vetadas, pois causam uma série de transtornos para o morador. Além do clima quente, elas deixam o ambiente abafado. “Ao contrário do que se pensa, não é necessário fazer grandes mudanças na residência. Pequenos ajustes já conseguem resolver muita coisa”. É importante, por exemplo, não ocupar todo o terreno. Assim, o ambiente se torna mais ventilado. Além disso, a preocupação com a posição do sol é algo que deve ser levado em conta. “Devemos sempre pensar no nascente. A casa não deve pegar o sol da tarde. Não adianta fazer um projeto aleatório, tem que haver um estudo prévio de todo o ambiente. Também temos que procurar os materiais mais indicados para a região”, ensina Allan Feio. Já existem no mercado tintas fungicidas. Elas evitam a proliferação de mofo nas paredes, algo muito comum na nossa região. Entretanto, isso não é tudo. É necessário que os moradores também mudem alguns hábitos. “Se a pessoa tem um excelente projeto, com várias janelas e, mesmo assim, não abre nenhuma delas, não vai adiantar em nada. O morador, muito mais que o arquiteto, deve se preocupar com a saúde”.
publicado em 09/08/2008 - C&D Construção e Decoração - O Liberal

3 comentários:

Marcos Cesár disse...

È verdade. Gostei muito da forma como você fala sobre os assuntos de decoração. Também vi seus trabalhos executados e gostei bastante, tanto que vou colocar um link para seu blog. Percebi que você já está a algum tempo na área e me manterei sempre em acesso ao seu blog. Eu ainda estou começando e, por isso, todos os meus trabalhos ainda são projetos no Autocad. Espero, logo, ter trabalhos executados, para colocá-los no Blog. Também serei muito grato a você por qualquer sugestão, crítica ou, até mesmo, correções. Eu ainda estou aprendendo.

Muito obrigado,
Marcos César

http://interioresdesign.wordpress.com/

Anônimo disse...

Prezado Allan,
Gostaria que o senhor abordasse o assunto sobre corrimão de escada. Moro há um ano numa casa com escada sem corrimão. São dois lances (tipo um "L")e o estilo que mais nos agrada é o rústico. Como devo proceder? Quem poderia fazer um bom trabalho(e com preço justo) em Belém?
Obrigado desde já.

Allan Feio disse...

Caro amigo,
Vou pensar em uma matéria exclusivamente sobre corrimão, mas antes disso, vou dar umas opiniões rápidas sobre o assunto.
Você afirmou gostar do rústico. Por isso acho que a madeira é o material mais adequado para este estilo de corrimão. Você pode fazer um modelo semi-boleado com algum tipo de detalhe. Pode ser apenas envernizado ou pintado. Procure usar madeira de boa qualidade para não ter que substituí-lo antes do previsto. Em Belém existem bons marceneiros, capazes de executar este serviço a preços acessíveis.
Pense também na opção do aço inox, que pode ser fosco ou polido. O custo é mais alto que a madeira, mas a durabilidade dele é bem maior, além de dar um toque refinado a sua escada.