sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Iluminação adequada e de qualidade garante ambiente agradável


Quando chegamos em um ambiente, às vezes sentimos que ele é agradável. Quase sempre isso é resultado de uma iluminação bem planejada. Ter uma casa bem iluminada é fundamental, já que a luz pode influenciar no humor dos moradores, além de pautar o ritmo de suas atividades. “Uma boa iluminação não quer dizer luz em excesso e sim luz adequada e de qualidade. Assim como uma peça de roupa equivocada pode estragar um traje inteiro, a luz errada pode ser fatal e tornar um espaço frio, impessoal e sem charme algum”, relata o arquiteto Allan Feio.
Antes de escolher as lâmpadas e as luminárias, é preciso saber que existem basicamente três formas de iluminar, que criam efeitos diferenciados. A iluminação direta caracteriza-se quando a luz incide diretamente sobre uma superfície, sem ser projetada antes em outra superfície. Nesta situação, as áreas situadas entre as luminárias e acima delas ficam obscuras, criando sombras, contrastes fortes e ofuscantes. Este tipo de iluminação é obtido utilizando-se spots, lustres, pendentes, plafons e luminárias de mesa. Na iluminação indireta, a luz é projetada em paredes e teto, para, depois de ser refletido, atingir o plano a ser iluminado. É obtida através da utilização de arandelas, abajures e spots voltados para o teto ou paredes. Este tipo de iluminação é o que possui menor rendimento dentre todos os tipos. No entanto, é o que produz maior uniformidade no ambiente. Produz sombras reduzidas e quando a distribuição é bem feita, o efeito é bastante agradável. Já a luz difusa não incide em um foco direcionado em particular. Geralmente as lâmpadas não ficam aparentes. “Dependendo do ambiente e do efeito que você deseja, é possível combinar dois ou mais tipos de iluminação, criando resultados variados”, revela Allan.
Atualmente, existem mais de 5.000 tipos diferentes de lâmpadas no mundo. Cada uma tem uma utilização específica. Nas residências, as mais utilizadas são as incandescentes, fluorescentes e halógenas. As incandescentes, as mais comuns, produzem luz amarela e distorcem as cores. As fluorescentes são mais eficientes e econômicas, com vida útil de 7500 a 16 mil horas. As halógenas são utilizadas em arandelas e abajures e permitem dimerização. Podem ser do tipo dicróica, palito ou bipino.
O grande trunfo do projeto luminotécnico é equilibrar luz natural e artificial. Planejar a iluminação ajuda a racionalizar o consumo de energia, ajudando na redução da conta de luz. A regra básica é iluminar cada espaço de acordo com sua atividade. Normalmente, deve-se definir bem qual o clima desejado, pois o local pode ser romântico, confortável, intimista, alegre ou aconchegante. Além disso, outros aspectos devem ser levados em consideração, como as características do ambiente, as cores das paredes e pisos e os tipos de lâmpadas a serem utilizados.
O arquiteto Allan Feio dá algumas dicas de iluminação: “A sala de estar e o quarto pedem uma iluminação mais aconchegante e suave, pois são ambientes para relaxar. O ideal é utilizar uma iluminação indireta ou difusa, com lâmpadas incandescentes. A cozinha e área de serviço são áreas de trabalho, por isso a iluminação deve ser ampla e difusa. Aconselha-se aqui a utilização de lâmpadas fluorescentes, já que ficam acesas por muito tempo e necessitam de bastante luminosidade. As arandelas funcionam muito bem em lavabos, banheiros, corredores e hall de entrada. A iluminação é uma ferramenta e tanto para a arquitetura, pois abre possibilidades como unir espaços, causar impactos e destacar formas e cores”, finaliza.

Publicado em O Liberal em 01/04/2007
Foto: Projeto Ana Paula Ramos

2 comentários:

Marília Marques disse...

Muito interessante o seu blog. Gostei muito da matéria. Já conhecia seu trabalho do jornal. Sucesso

Anônimo disse...

Sim, provavelmente por isso e